terça-feira, 23 de setembro de 2008
Dá-me um beijo...
Até que eu me afogue de amor
Até que eu perca o ar
Até que nada reste
Só nós dois
Dá-me um beijo
Para que eu sinta seu calor
Suas mãos envolventes
Seu ser, seu todo, seu gosto
Até que nada reste
Só nós dois
Dá-me um beijo
Para que eu me sinta amado
Querido, preenchido, saciado
E pare apenas quando acabar o tempo
Ou ficar sem fôlego ou sentir-se pleno
Até que nada reste
Só nós dois”.
23/09/2008 – 17h02
=) =) =) =) =) =) =) =/ =) =) =) =)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
O jogo
Naquela noite, eu pensei em César com um pouco mais de entusiasmo do que o normal. Escolhi a roupa com cuidado, fiz a barba, tomei banho caprichado e até passei um pouco mais de perfume do que o habitual. Ao sair de casa, lembrei de colocar um vinho na geladeira. Não era nada intencional, talvez um pressentimento...
A comemoração, numa churrascaria da cidade, foi muito divertida. Os amigos que eu juntara ali haviam sido pontos de apoio ao longo de uma faculdade cansativa e desafiadora. Todos eram parte de um processo e eu sabia que só desejavam o meu bem. Quando o César chegou, eu não pude deixar de reparar o quanto ele era atraente. Não que fosse bonito a ponto de querer apenas contemplá-lo, mas todo o conjunto fazia a diferença, afinal, juntar inteligência, boa aparência, senso de humor e um sorriso lindo numa mesma pessoa não parecia ser tarefa das mais fáceis. Todo mundo estava um pouco alto demais ao fim da comemoração. Umas poucas pessoas não haviam bebido, o que não era o meu caso. César perguntou se poderia me levar em casa e eu sem pensar muito, disse que sim.
Quando chegamos à minha casa, eu brinquei dizendo que tudo estava girando e que na verdade eu precisaria de um braço como apoio. Ele prontamente se pôs ao meu lado e me enlaçou para que eu me apoiasse nele. Eu realmente desequilibrei na escada, mas ele não me deixou cair. Nossos rostos se roçaram de leve, o que na hora me causou um certo estranhamento, afinal, éramos amigos e eu não podia confundir as coisas a ponto de desejá-lo. Só mais tarde, eu saberia que desde aquele momento, só o que eu queria era estar com ele. Ao abrir a porta, percebi-o um pouco mais afastado.
- Entra... vamos conversar um pouco...
- Acho melhor não... você está cansado. Deve querer descansar...
- Entra... tem um vinho na geladeira...
Ele abriu um sorrisão, desses que o sol se esconde com vergonha, e concordou. Involuntariamente, eu estiquei a mão, como se ele fosse uma criança, a qual devemos segurar para que não se afaste. Ele também segurou a minha e ao se chegar junto a mim, fechou a porta com um dos pés. Eu o conduzi até a cozinha, onde abrimos o vinho, nos servimos e ficamos nos encarando por alguns minutos. Ficamos numa espécie de jogo novamente, no qual ganhava quem não piscava ou soubesse descrever o outro com mais detalhes depois. Parecia não ter fim até que ele pôs o copo no balcão e num gesto brusco e impetuoso, me agarrou, beijando-me com intensidade. O susto foi apenas momentâneo, porque no instante seguinte, eu também o estava beijando, retribuindo toda a voracidade do momento. Respirávamos com dificuldade, pois o desejo era que nossas bocas não se afastassem. Ele passava a mão nas minhas costas, agarrando-me com vontade, deslizando os mãos pelo meu corpo, o que me fazia estremecer. Beijei-o no pescoço, acariciando seus cabelos, abrindo-lhe alguns botões da blusa social, para enfim, vislumbrar-lhe uma parte do torso nu, enchendo-me de coragem em passar a língua por onde houvesse um pequeno espaço. Quando nos percebemos estávamos deitados no chão da cozinha, abraçados, dividindo um momento de cumplicidade que até então eu não imaginara que poderia acontecer. Ele riu:
- Nós dois devemos estar bêbados...
Eu concordei, rindo e afastando cabelo dele do rosto.
- Então vamos tomar mais vinho... brinquei.
Pegamos a garrafa e fomos para a sala, onde ficamos no sofá, abraçados, trocando uns poucos afagos, quando na verdade, estávamos os dois nos contendo para ver quem avançaria o sinal mais rápido.
Na manhã do dia seguinte, às 11 horas, eu estava com um gosto horrível de “cabo de guarda chuva” na boca. Chamei-o, mas ele não respondeu. Enrolei-me no lençol, procurando-o pela casa, mas ele já devia ter ido embora, sem falar nada e sem deixar bilhete ou recado nenhum...
Disquei o número do celular, mas ele não atendeu. Liguei mais duas vezes e nada. Tomei banho e liguei o computador, enviando um e-mail, quase me declarando e agradecendo pela noite fantástica, mas me contive. Seria um outro pressentimento?
Dois dias se passaram. Achei estranho, pois ele não retornara as ligações que eu havia feito, não respondera os e-mails, não havia tentado nenhum tipo de contato. O que havia acontecido? Tivéramos uma noite juntos, uma bela noite juntos, mas ninguém prometera nada a ninguém e eu sabia disso. Eu tentava falar com ele, pois algo novo se desencadeara para mim, algo até então, desconhecido, um misto de prazer e ansiedade, uma vontade louca de vê-lo novamente para então, abraçá-lo, deitá-lo nu ao meu lado, e acariciar-lhe o rosto e os cabelos, numa espécie de confissão, quase um sinal de amor... Como talvez fosse difícil falar, eu deixaria que meu corpo expressasse... era necessário que ele soubesse de alguma forma.
O mais estranho foi que ele sumira de verdade. Se para mim era preciso falar, eu não tive mais a oportunidade, talvez eu nunca mais o visse, a não ser num desses meros acasos do destino, nesses que a vida se encarrega de fazer surpresa. Jamais retornou as minhas ligações, jamais digitou uma linha se quer via e-mail e eu me senti usado... o pior, eu me senti cansado por ter desprendido tanta energia em preocupações ou explicações desnecessárias. O jogo mudara agora e não havia mais peças a serem completadas. O divertimento agora era brincar de mágico e num de seus mais incríveis truques, César sumira, sem deixar rastros.”
14h37 – 08/09/2008.
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Antes que alguém me questione, esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com histórias ou pessoas reais, terá sido intencional, hehehe. Há muitas fontes de inspiração e parte de mim, está escondida aí, quase perceptível na entrelinhas...
=) =) Abraços e boa semana!!! =) =)
sábado, 30 de agosto de 2008
Um aniversário que fez a diferença...
Alguns amigos insistiram para que eu falasse, porque por mais que eu quisesse esconder, eu não estava conseguindo enganar nem meus amigos do msn o que dirá aos amigos de convívio próximo. Falar faz bem e provavelmente me aliviaria. Acontece que eu ainda não criei esse hábito de me deixar abrir feito concha e tudo se voltou contra mim. Cada história e acontecimento foi ficando em mim, apenas em mim, porque eu não conseguia falar... Usei dos meus meios para melhorar: saí com meus amigos, abracei meu namorado (arrochando mesmo, hehehe), rezei muito em casa buscando entendimento, ouvi muita música, contei algumas coisas para algumas pessoas fingindo ser histórias de terceiros só para ter uma opinião, inventei um monte de atividades para os “pimpolhos”... E tudo foi passando, como sempre passou. Antes eu me deixava afetar muito pouco, mas a longo prazo eu tenho me envolvido mais do que gostaria em tudo o que acontece ao meu redor. Parece inevitável apesar de saber que não é...
E aí quando eu achava que estava a ponto de não aguentar mais, passei um dia de “celebridade”. Falei para uma conhecida que estava hospedada aqui em casa:
- “Vou tomar banho e esperar as ligações” – ela brincou:
“Você trabalha com telemarketing?”
Hehehe. Não, era o meu aniversário... No dia 26 já foi muito bom com um embrulho especial: um dvd, um cd, uma vela de bolo e beijos, muitos beijos. Nem precisa dizer de quem, né? Hehehe.
Na quarta 27 eu não trabalhei, então fiquei bem tranquilinho em casa, só esperando pela pequena comemoração que seria no fim do dia. Li, assisti aos episódios de Dawson’s creek do box que ganhei... não estudei e nem fui para a academia e ainda comi uma super barra de chocolate tomando coca-cola. Sem culpa, huahua.
E graças, eu estava certo... recebi ligações preciosas de pessoas que gosto muito. Deus pareceu inspirar cada um a falar o que eu precisava ouvir naquele momento. Recebi vários recadinhos via orkut, os quais já respondi um por um. E tudo o que me desejaram eu desejei de volta: saúde, paz, amor, dinheiro, sucesso, serenidade, sabedoria... é a força do pensamento positivo em ação. Tem dado certo, muito certo até...
E o aniversário rendeu muito mais do que eu esperava. Durou do dia 26 ao dia 30 culminando com uma festinha “surpresa” que adorei. São os amigos fazendo a diferença mais uma vez...
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Obs.: Comentei com o MMarcelo que eu devia ser “louco de pedra” porque havia me falado um monte de verdades numa conversa comigo mesmo. Huahuahua. Uma hora é preciso cair na real, né? Demora, mas tudo passa... até a uva passa... ;)
domingo, 10 de agosto de 2008
=) Cultivando amigos =)
Oi, Rodrigo! Tudo bem?
Tudo, querida! Como você está?
Estou bem, tô te ligando porque tava com saudade...
Eu me derreto todo, hehehe. Era a minha amiga do ensino médio. Às vezes ficamos um tempo sem nos falar, mas quando nos encontramos, é como se tivéssemos nos falado no dia anterior, dada a conexão, simpatia, intimidade e assuntos que temos.
Ligação 2
Rodrigo, meu camarada!!!
Amigo, como você está?
Muito bem, te ligando para a gente papear.
Meu amigo da UnB. Gente finíssima. Combinamos uma saída com mais um outro amigo em comum. Com certeza vai ser divertidíssimo. A gente se apoiava, conversava e ria muito no curso. Com certeza, a presença deles lá, fez a diferença.
Ligação 3
É o sr. Rodrigo? – Voz séria do outro lado da linha.
Sim, sou eu. – Respondi com a mesma seriedade.
Aqui é da 11ª DP. O senhor sabia que abandono de amigo é crime e está sujeito à pena de detenção de 2 a 4 anos?
Caímos na risada. Era a minha querida amiga me convidando pra sair. E detalhe: havíamos nos visto na semana anterior, ela estava apenas brincando. Comentamos que já fomos amigos em vidas passadas, só pode. Se houver uma próxima, desejo que sejamos amigos novamente...
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Muitos comentam que em Brasília, as pessoas são um pouco frias. Bem, creio que deve existir pessoas frias em qualquer lugar, mas quando tentamos, temos retorno, com certeza. Muita gente resistente, como no meu local de trabalho. Mas há muita gente só esperando um telefonema, um sorriso, um pouco de atenção... Tente e perceba. Cultivar amigos têm feito muita diferença em minha vida, muita mesmo...
=) =) Boa semana a todos! Abraços!!! =) =)
Obs.: Nesse domingo, dia dos pais, aproveitei para dar um abraço no meu pai, um dos poucos do ano que consigo ou que ele permite também, não sei direito... tudo q que sei dizer é que agradeço a Deus pelo pai que tenho. Mesmo não sendo o mais carinhoso, ele é meu grande amigo, com certeza... e eu o amo, com certeza também... ;)
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Sorria, você está na Bahia!!! =)
A viagem foi muito, muito boa. Era tudo o que eu estava precisando para recarregar a bateria e voltar com força total para estudar, trabalhar, viver... só de estar despreocupado, sem pensar nos afazeres do outro dia e andar descalço na praia contemplando o mar, o sol e a paisagem faz uma enorme diferença.
À noite, conversei com o Guimarães no msn e falei do tempo: “Desenha um sol na calçada”, hehehe. Você é demais, Gui!!! Mas nem foi preciso, no outro dia, o sol tava lindo... tudo bem, alternado com momentos de chuva, mas bem melhor do que nos dias anteriores.
O saldo é positivo e essa frase do título eu ouvi o tempo todo em Porto Seguro: “Sorria, você está na Bahia!!!”. Ficar de braços cruzados??? Jamais, descruza já, esse é o ritual baiano de chamar chuva!!! Hehehe.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Viajando =)
Abraços! Saudade! ;)
domingo, 6 de julho de 2008
Devaneios e divagações
“Eu só percebi que era amor quando me vi assaltado constantemente por sua lembrança... era só estar parado para lembrar, era conversar com alguém e começar a fazer associações... tudo lembrava você... ou melhor, eu queria a toda hora me lembrar de você... até que tive uma conversa séria comigo mesmo... era preciso parar de lembrar tanto... era preciso seguir mesmo que sozinho... era necessário juntar forças para enfim, me libertar e acreditar que eu me apaixonaria de novo... certamente eu amaria uma outra vez... Creio que senti a sua falta mais do que deveria, agora eu consigo admitir, mais do que jamais imaginei querer... porque é grande a espera de quem ama, mas sempre, de alguma forma, há algum tipo de fim... uma hora é preciso dizer adeus ou desisto... eu desisto... Adeus!”
“Encontro casual
Troca de olhares por alguns segundos
Risada fácil ao primeiro contato
Afinidades naturais sem forçar nada
Encantamento crescente
Vontade súbita de se ver cada vez mais
Encontros sem hora marcada
Sem vontade de acabar
Beijos demorados, corpo estirado
Longos abraços, arrepios
Sem fôlego após o amor
Dá-me tua mão
Ainda tem receio em dizer que me ama?
Então não diga nada
Seu olhar diz tudo
Como da primeira vez”
13h15 – 06/07/2008
Textinhos/poeminhas em momentos de reflexão... é só pegar a caneta e o papel e tentar deixar o coração falar. O momento é muito bom, diga-se de passagem. A novidade é que já estou em contagem regressiva para expor a minha figura no litoral do nordeste, finalmente vou conseguir viajar depois de um bom tempo, descansar um pouco, relaxar. Vai ser bom demais, depois conto tudo. E vou explodir de tanto tirar fotos com certeza. Minha mãe brinca dizendo que adoro cantar e tirar foto, huahuahua. Vou fazer jus a fama das fotos então...
=) Abraços e boa semana!!! =)
Obs.: Foi inevitável não chorar essa semana... não foi nada demais, só o fato de estar num momento sentimental. Explico: recebi a versão de “Broken Vow” que meu amigo Guimarães me enviou via net. A composição é da Lara Fabian, mas essa versão é com o Josh Groban. A letra é de uma dor de cotovelo braba (apesar que gosto muito, hehehe), mas a melodia e a entrega na interpretação de ambos fazem a diferença. Foi só escutar algumas vezes seguidas para fechar os olhos, fazer algumas associações e abrir o berreiro, sozinho, de madrugada, na frente do computador. “Sentimental, eu sou... eu sou demais”. Valeu, Gui!!! =)
Um trechão: “Broken Vow”
Refrão: I'll let you go / I'll let you fly / Why do I keep on asking why / I'll let you go / Now that I foundA way to keep somehow / More than a broken vowI close my eyes / And dream of you and I / And then I realize / There's more to life than only bitterness and liesI close my eyesI'd give away my soul / To hold you once again / And never let this promise end... :’(
