segunda-feira, 2 de junho de 2008

=) So kiss me... =)

O beijo

“Uma leve hesitação no ar
Uma certa insegurança
Aquele momento seria uma linha divisória
De mãos dadas, caminhamos
Frente a frente, nos encaramos
Um homem de atitude
Talvez por mim, ficaríamos no 0 X 0
Beijo...
Beijo...
Beijos...
Pronto! Não arrancou nenhum pedaço
Quase...
Dali então, deixei meu coração ser só ternura
Aproveitei para segurar seu rosto
Apertar suas mãos, acariciar seu cabelo, sentir o perfume
O roçar leve da pele com pele
Uma barba que poderia deixar vestígios em meu rosto
Tô nem aí... pensei depois
Foi tudo tão bom
Só nós dois
O céu, a lua e as estrelas por testemunhas
Um momento só nosso
E um outro eu a partir dali”

Música-tema: Kiss me, na versão da Danni Carlos que gosto muito
Não podia ser outra música, hehehe. =)

"Oh, kiss me beneath the milky twilight/ Lead me out on the moonlit floor / Lift up your open hand / Strike up the band and make the fireflies dance / Silver moon's sparkling / So kiss me"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dia do Geógrafo

Quando eu brinco dizendo que a Geografia está em todas, meus amigos caem na risada, achando que estou apenas puxando brasa para a minha sardinha. Mas a Geo está em todas mesmo, até na poesia...

“Todo estado de alma é uma paisagem. Isto é, todo estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem.
Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito.
E mesmo que não se queira admitir que todo estado de alma é uma paisagem pode ao menos admitir-se que todo estado de alma se pode representar por uma paisagem”.
Fernando Pessoa

E mais...

“Não precisamos freqüentar a escola para comungar com a Geografia. Nós a percebemos e a aprendemos por força do nosso próprio cotidiano”.
Ruy Moreira

Viu??? É só olhar em volta... Tudo é Geografia...

=) =) =) =) =) =) =) =) =) =)

domingo, 18 de maio de 2008

Veia literária

“Por maior que fosse a incerteza, Regina percebeu que não poderia deixar que Luís passasse em branco em sua vida. Ela tinha medo... medo de se aventurar, medo de se perder naquele romance, medo de perceber no futuro que o amor era maior que ela mesma e que se ele a deixasse, certamente ela não sobreviveria.

Era ansiedade? Ter medo de um futuro que ainda nem acontecera?

Se houvesse uma seqüência lógica na história de sua família, ela sofreria por amor, parecia haver uma espécie de “sina” a qual ela estaria destinada. Aconteceria com ela também, da mesma forma que sofreram sua avó e sua mãe, ambas com histórias de amores complicados, para não dizer impossíveis e que haviam deixado marcas profundas em suas vidas.

Por maior que fosse o medo, ela não poderia deixar que Luís passasse em branco. Se fosse para se arrepender de algo, seria por algo que ela teria tentado. Tomou coragem, foi a casa dele e tocou a campainha. Não importava se ele tinha namorada, ficante, amante ou qualquer outra denominação de companheira em sua vida: ela estava decidida.

Luís mesmo abriu a porta. “Oi” – disse ele, num meio sorriso. Sem pensar duas vezes, ela não falou palavra. Olhou-o fixamente, passou as mãos suavemente em seu rosto e o beijou devotamente, julgando ser aquele um momento único em sua existência, um momento no qual a comunhão não era apenas física, mas de almas. Ela poderia estar enganada, mas sentia que ele também retribuía o beijo e com o mesmo ardor. Mais tarde, ela saberia que não estava enganada... ele também a amava”.

Trecho do meu romance... A minha avó me pediu para escrever um, a idéia nunca mais me saiu da cabeça... Sai ou não sai??? Acho que é uma questão de tempo mesmo...

(...) havia decidido me curar para sempre do vício de me apaixonar, que no final das contas só me trouxera complicações. Ainda bem que não consegui isso completamente, a inclinação permaneceu latente, como uma semente asfixiada sob dois metros de gelo polar, que brota com teimosia à primeira brisa morna”.
Trecho do livro: Paula, de Isabel Allende.
Lendo aos poucos para não acabar logo...

E por fim, há dois anos atrás, estava num sebo de livros em Brasília. Passeando na seção de romances, folheei vários e me perguntei porque a escritora Zélia Gattai estava na Academia Brasileira de Letras. Não deveria ser por acaso. Comprei um de seus romances mais famosos “Anarquistas graças a Deus”, que já teve até adaptação para a TV e li em 3 dias, compulsivamente. Uma escrita ágil e agradável, um texto poético, saboroso, onde cada trecho era pura memória. Li uma crítica que dizia que o grande trunfo de “Anarquistas” era contar a história da própria autora. Nada ali escapava da experiência do vivido. Minha conclusão: a cadeira de Zélia Gattai na ABL era mais que merecida. Agora ela vai reencontrar o Jorge...

Boa semana a todos! =)

Música tema:

Where is your heart? / Cause I don't really feel you / Where is your heart? / What I really want is to believe you / Is it so hard to give me what I need / I want your heart to bleed / And that's all I'm asking for / Where is your heart?

Where is your heart – de Kelly Clarkson =,(

domingo, 11 de maio de 2008

Todos os filhos são presentes...

“Ao acordar, vou agradecer minha mãe por tudo...
Vou dizer que a amo, ainda que eu saiba que ela não consiga dizer o mesmo...
Vou entregar o presente ouvindo: ‘não precisava se incomodar, dias das mães é todo dia, mas obrigada, filho’
Procurarei entender também o lado dela
Os pais se preocupam muito com os filhos
Uma forma de demonstrar seu amor e afeto
e às vezes tentando acertar, erram
Ninguém nasce sabendo ser pai e mãe, não há cursos que ensinem tal ofício
mas vou agradecer pelo apoio e carinho
Pelo amor incondicional, que não se revela em beijos e abraços
mas num apoio sincero
Do fundo do coração, vou agradecer por ela estar aqui
Por ela ser quem é e por fazer o que faz
Por dividir suas histórias, por ajudar na construção de valores
Por ter paciência ou por perder a paciência nos momentos necessários
Por tentar agradar na cozinha mesmo sem vontade de cozinhar
Por possuir um coração tão belo e grande, por sua capacidade incrível de amar
Por ser mãe, por ser a minha mãe”

Ouvi umas palavras no trabalho que também me comoveram bastante... Dizia mais ou menos o seguinte:

“Mãe, que você saiba perceber que todo filho é um presente. Alguns são surpresas que você vai descobrindo com o tempo. Outros são lindos, vêm com papel acetinado e laço de fita, bonitos tanto em forma quanto em conteúdo. E há também os que são difíceis de abrir, de tão cheios de papel e fita durex, mas todos são presentes”

Se nem sempre a gente se entende, continuamos seguindo lado a lado.
É como se tivéssemos que aprender ainda alguma coisa juntos, não parece que estamos próximos ao acaso.
Tanto a falar ainda...
Provavelmente a minha mãe lerá essas palavras num futuro próximo de alguma forma. Outras serão ofertadas com amor para ela.

Feliz dia a todas as mães!!! À dona Maria, especialmente... =)

domingo, 4 de maio de 2008

A tênue lembrança

Escrever para exorcizar...

Eu pensava nele todos os dias. Mentalizava-o, materializava-o perto de mim. Esperava que pensamentos tão freqüentes nos colocassem frente a frente mais uma vez. Acreditava na força do pensamento. Depois eu mesmo ria de tais idéias... se quisesse vê-lo ou falar com ele era só ligar, eu sabia onde e como encontrá-lo. Mas eu havia feito uma promessa: eu não iria mais vê-lo, não queria ou pretendia pelo menos, pois a distância e a ausência fariam com que eu o esquecesse de vez e para sempre. Só as lágrimas clandestinas me assombravam em algumas noites...

Até que um dia, tive que ir ao banco. Estava tão ocupado, tão absorto em meus pensamentos, em mim mesmo, que saí de lá distraído, sem perceber ou notar ninguém...

Fui puxado pelo braço. Era ele... eu consegui sorrir e nos abraçamos. Seguiram-se as perguntas básicas: como você está, o que anda fazendo... Falamos de amigos em comum, de sonhos, de conquistas... conversamos por alguns minutos, trocamos e-mails e eu fui embora. Peguei o caminho mais longo para casa. Andar me ajudava a organizar os pensamentos.

Eu planejava tanto encontrá-lo (mesmo achando que não...) e fui vê-lo logo no dia em que eu menos esperava, no dia em que eu estava desarrumado (não faria diferença para ele, né?), distraído e cansado... no dia em que eu nem o cogitara em minha vida e que pensava já tê-lo superado, ele aparecia, como fagulha a acender labareda.

Quando eu menos esperava, lá estava ele a me fazer desmoronar outra vez, eu que em minha frágil tranqüilidade construíra alicerces fracos em terrenos instáveis, que desistira de esperar porque ignorava ainda amá-lo. Só quando aceitei o inevitável é que consegui esquecê-lo. Ou melhor, não o esqueci totalmente, mas aprendi a conviver com a lembrança, hoje cada vez mais tênue...
***********************************************
Pode não parecer, mas estou bem...
=) Boa semana!!! Fé em Deus e na vida sempre... =)

sábado, 26 de abril de 2008

Para descontrair - Historinhas com farmácias =)

Sabe quando às vezes você se vê naquelas situações meio constrangedoras sem perceber? Li uma vez naquela revista Seleções (super companheira de férias em Belém, palavras cruzadas idem) um caso de uma mulher grávida de 6 meses. A irmã pede que ela vá comprar um teste de gravidez na farmácia. A balconista olha para ela, ri e comenta:
- Minha querida... guarde seu dinheiro... eu garanto que você está mesmo grávida.

Duas historinhas relacionadas à farmácia.

Belém

A tia estava com crise de “hemorróida”... só eu em casa. Lá fui eu à farmácia comprar “hemovirtus”, alívio imediato segundo ela...
Na farmácia, o balconista, muito solícito, me leva a uma prateleira e começa a discursar sobre as pílulas de castanhas e sobre uma pomada “não sei das quantas” que eram “santos remédios”. Ainda enfatizou colocando a mão no meu ombro num gesto de solidariedade:
- Se você seguir a risca, livra-se das crises de hemorróida...
Putz!!! Aí que eu percebi que ele achava que quem estava com a crise era eu...
- Não é para mim... é para a minha tia...
- É o que todo mundo diz, meu filho...

Brasília

Eu brinco com o meu irmão dizendo que ele é o tipo de pessoa que se irrita duas vezes: quando acontece algo com ele e quando conta a história. Quando relata o ocorrido, não se dá conta de que começa a falar alto como se estivesse brigando novamente. Eu digo:
- Menos irmão... sua jugular já começou a pular...
Já a minha mãe é dessas pessoas que fica nervosa vendo TV. Nervosa e curiosa, porque mesmo passando mal, ela não conseguia desligar a TV, acompanhando as coberturas especiais dos canais de notícias. Nas semanas passadas, ela ficou revoltada com o caso da menina jogada do sexto andar. Eu voltava do trabalho quando a minha mãe me liga:
- Passa na farmácia e compra Maracujina, por favor... estou muito nervosa...
Na farmácia, a moça comenta:
- O Maracujina custa R$ 27, mas tem uns genéricos aqui muito bons, você vai ficar calminho...
Dessa vez, eu não contive a risada:
- É para a minha mãe... o engraçado de comprar esses remédios é que todo mundo pensa que é você quem está passando pelo problema...
Ela riu também:
- É o que todo mundo diz...

=) =) =) =) Boa semana!!! =) =) =) =)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Feliz aniversário, Junior!!! =)

Para ler ouvindo: “See the sun” da Dido.

=) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =)

Se o Junior tivesse estudado na mesma escola que eu, provavelmente faria parte do meu grupo de amigos, que chamávamos carinhosamente e com pouca modéstia de “elite”, hehehe. A elite era composta basicamente por 3 homens (2 casaram e tomaram rumo) e 4 mulheres (1 está noiva, mas diz que nunca vai nos abandonar). Um dos eventos mais legais que a elite faz anualmente é o amigo oculto. Num primeiro momento, os presentes eram cds piratas, uma forma simbólica de nos presentearmos, até chegarmos na fase atual de cds e dvds originais (os tempos melhoraram, graças a Deus!).

O fato é que se o Junior fosse membro do grupo, nós, certamente, e independente da vontade dele, faríamos uma festinha compulsória, como fizemos para a Adriana ano passado. Combinamos uma reunião na minha casa às 15hs. A Adriana teve que ir a um churrasco com o namorado. Às 17hs já estávamos a ponto de ligar mais uma vez e estragar a surpresa, mas felizmente ela apareceu. E foi pega de surpresa mesmo... ela nem esperava. Achou o máximo termos organizado tudo, desde o bolo (eu que fiz, um dos meus destaques culinários, hehehe) até balões e cartazes impressos de computador desejando feliz aniversário. Super legal!

Mas o Junior não faz parte desse grupo de amigos... Mesmo assim, simbolicamente, fica aqui uma pequena homenagem... vou desejar o que todo mundo sempre deseja: paz, saúde, sucesso, amor... e vou dizer que apesar de você tomar chá de sumiço, ser abduzido e visitar outras galáxias, adorei o período em que nos falávamos todos os dias, no qual tentamos decifrar os grandes enigmas do universo e afins, no qual eu ficava zumbi do “Resident Evil” no trabalho ou cursinho. Sempre foi legal sacrificar umas horinhas de sono... Eu te falei umas coisas que depois eu mesmo ficava de cara... eu demorei tantos anos a querer falar algo e de repente lá me via eu em bom desprendimento.

Eu parafraseei você dizendo que eu também era um ser que implorava e a gente sempre implora mesmo um pouquinho de atenção das pessoas que a gente gosta. Porém, há um período em que todo mundo acaba fazendo aquelas escolhas de vida e quem implora também cai na real... alguns ficam, outros vão e eu não vou racionalizar em qual categoria você vai ficar, porque eu adorei ter te conhecido e saber da existência de algumas pessoas já é algo importante. Se de repente a gente não se cruzar mais mesmo e você ler o blog, te digo que vou guardar os bons momentos que passamos juntos na lembrança e no coração... você já virou texto, página de diário, poesia e provavelmente vai virar romance também num futuro próximo... tô fazendo que nem a Isabel Allende, juntando histórias para depois escrevê-las do meu jeito, com a minha cara e explodir no mercado editorial, hehehehe.

Por fim, você lembra quando a gente se viu pela primeira vez e na hora de ir embora eu te pedi um abraço? De repente você interpretou que eu era o ser mais carente do mundo, acho que foi por isso que você disse para eu não esperar muito de você... mas não, sou só um pouquinho como todo mundo e acho que foi a primeira vez que eu pedi para abraçar alguém... não me arrependi... fica na memória e coração também. Vou citar só um trechinho de uma canção da Lara Fabian (sempre a Lara Fabian) que resume bem: “These arms are my heart”...

=) =) =) Feliz aniversário, Junior!!! Abraço!!! =) =) =)

=) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =) =)